A velocidade da venda de imóveis em Porto Alegre, registrada pelas entidades do setor construtivo, diminuiu, nos últimos meses do ano passado, mas, curiosamente, a procura por moradia continuou aquecida, segundo informações dos corretores de imóveis e de grandes empresas do setor da construção. Estes resultados significam que pode estar faltando dinheiro para a aquisição imediata, mas o objetivo de adquirir moradia própria continua vivo na população. Trata-se de uma situação conjuntural, que vai modificar à medida que as pessoas fiquem mais seguras de que os efeitos da crise econômica não serão tão graves quanto se esperava.
Fonte: Sindimóveis - RS
Antes de iniciar uma reforma, é preciso planejamento. O aumento de crédito para a construção e os baixos juros são fatores influentes na atual expansão do mercado imobiliário brasileiro. Todo este crescimento, porém, trouxe conseqüências. O aumento dos preços dos materiais de construção é uma delas.
Se reformar a casa ficou mais caro, algumas regras devem ser seguidas à risca para que o dinheiro não desapareça antes do fim da obra.
Planejamento
Saber exatamente o que vai ser feito e o quanto você pretende gastar no projeto é o primeiro passo.
O maior erro ocorre quando a pessoa começa a reforma e pensa: "já que estou reformando o piso, por que não tirar esta parede?", ou então: "já que quebrei essa parede, por que não fazer mais um banheiro?".
Ficar empolgado com a obra é natural, mas nessas horas é imprescindível checar o orçamento original. "É necessário saber onde é mais importante gastar o dinheiro. Daí a necessidade de um orçamento, fundamental na administração da escassez de recursos, tanto para um governo, uma empresa ou uma família", lembra o engenheiro e economista Luis Carlos Ewald, autor do livro Sobrou Dinheiro! e professor da Fundação Getúlio Vargas.
Pesquise preços
"Quanto maior a demanda, maior é o preço": esta velha regra de mercado também se aplica aos materiais de construção. Em momentos de aquecimento do mercado, alguns elementos básicos, como tijolo, cimento, areia e ferro, registram forte alta nos preços, que podem variar conforme o local da compra.
Por isso, na hora de adquirir o material, pesquise profundamente os valores, formas de pagamento e possíveis encargos. Mesmo anunciando preços sem juros no parcelamento, algumas lojas do ramo oferecem grandes descontos se você pagar à vista.
Financiamento
Quem precisa parcelar pode optar pelo financiamento do material, ficando sempre atento aos juros cobrados pelos bancos. As linhas de crédito das instituições públicas, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, têm taxas fixas e podem ser financiadas com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e com o FGTS. Já nos bancos privados, as taxas de juros variam; por isso, informe-se sobre a melhor opção para o seu orçamento.
Confira tudo na entrega
Confira todo o material, inclusive quantidades e valores. Caso haja alguma irregularidade, o Procon orienta que o consumidor não aceite o produto nem assine o recibo. Faça uma observação no verso da nota fiscal e entre em contato com a loja para resolver a questão.
Caso não possa estar no local para receber o produto, oriente o responsável (pedreiro, parente ou vizinho) a agir dessa forma. Não solucionando o problema, recorra a um órgão de defesa do consumidor da sua cidade.
Redação Terra
Peça ao corretor apresentar e verificar toda situação legal tanto do imóvel quanto ao vendedor e faça um contrato.
O contrato ou promessa de compra e venda deve ser feito mesmo que o negócio esteja sendo fechado com um amigo ou parente. Evite precipitações quando encontrar aquele que parece ser o imóvel dos seus sonhos. Não pule etapas nem aceite pressão para fechar o negócio. Leia atentamente a promessa de compra e venda e verifique todos os documentos –
Dica: Na venda do único imóvel próprio, você não precisa pagar o imposto de renda sobre o ganho de capital (15% sobre a diferença entre o valor de compra e venda), desde que não tenha feito nenhuma outra venda nos últimos cinco anos e que o preço do imóvel não exceda a um valor que é determinado pela Receita Federal.
Fonte: Benin
O governo espera que o pacote de medidas de estímulo ao mercado habitacional, que deve ser divulgado até o final deste mês, comece a produzir efeitos positivos sobre a atividade econômica já a partir do segundo trimestre do ano, mas avalia que, a curto prazo. \"O impacto mais forte na economia será sentido no segundo semestre\", disse o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, que está diretamente envolvido na discussão das medidas. \"No curto prazo, as medidas não devem impedir os cortes de vagas no mercado de trabalho, mas elas poderão promover uma recuperação mais rápida do emprego no médio prazo\", acrescentou.
Evitando entrar em detalhes, Barbosa confirmou a informação de que o programa habitacional terá quatro eixos: estímulo à habitação popular (voltado para classe média baixa); habitação de interesse social (para população mais pobre, com renda mensal de até R$ 1.050); classe média alta com eventuais alterações nas regras de utilização do Fundo de Garantia do Tempo Serviço (FGTS); e estímulo à compra de materiais de construção.
desburocracia. O secretário também confirmou que o principal foco de ação no âmbito do plano habitacional será a desburocratização dos procedimentos para aquisição de imóveis, embora o governo esteja discutindo também medidas de incentivo ao crédito e, em menor escala, desonerações.
Barbosa disse que nesta semana, quando o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já estará de volta das férias, a equipe econômica vai finalizar os trabalhos técnicos em torno do plano habitacional. E na semana seguinte o resultado será levado e discutido com o presidente, que decidirá o desenho final do programa de estímulo ao setor.
Segundo o secretário, já estava no horizonte do governo estimular o setor habitacional - segmento que melhora o nível de atividade econômica e é grande gerador de emprego, sem pressionar as contas externas -, mas o calendário foi antecipado em função do agravamento da crise internacional e de seu impacto na economia brasileira.
Publicado por: Jornal do Commercio
Desde sexta-feira, a Caixa Econômica Federal exige o uso de madeira de origem comprovada nos empreendimentos imobiliários que for financiar. Acordo entre a Caixa, o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pretende coibir o uso de madeira ilegal, geralmente retirada em desmatamentos na Amazônia.
Nas construções imobiliárias, há utilização de grandes quantidades de madeira em andaimes, forros e esquadrias, por exemplo.
A Caixa está incluindo nos contratos firmados com as construtoras cláusula que torna obrigatória a apresentação do Documento de Origem Florestal (Dof) - documento virtual que comprova a origem a quantidade e finalidade da madeira consumida.
A regra não vai atingir pessoas físicas que financiem material para compra ou reforma de imóveis. De acordo com o Ibama, o Dof garante que a madeira tem origem em desmatamentos autorizados quando proprietários de terra derrubam os 20% de sua propriedade a que têm direito, no caso da Amazônia ou de manejos florestais quando apenas as grandes árvores de valor comercial são retiradas da floresta.
treinamento. O Ibama vai treinar funcionários da Caixa para consulta ao Sistema DOF para que tenham acesso informações da madeira usada pelas construtoras. Para as empresas, a orientação é procurar uma das unidades do Ibama nos estados para inscrição ou regularização em um cadastro federal para movimentação de madeiras. Até 30 de junho, a ação terá caráter educativo, segundo a Caixa.
Após essa data, as empresas que não apresentarem os documentos não terão acesso a financiamentos do banco e serão investigadas pelo Ibama.
Fonte: Jornal do Comercio
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