O volume de concessão de empréstimos imobiliários para mutuários e empresas da construção civil atingiu R$ 30,048 bilhões no ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O avanço em relação aos R$ 18,282 bilhões do ano anterior foi de 64,4%. apesar de ser mais fraco, janeiro foi um mês bom Foram 299,75 mil unidades financiadas com recursos da caderneta de poupança. O patamar é recorde e supera o até então melhor ano do sistema de poupança e empréstimos, em 1981, quando os bancos deram crédito para 266,88 mil unidades.
O maior volume de recursos foi para a construção de novas unidades, R$ 16,22 bilhões, dentro do chamado Plano Empresário - quando os bancos se comprometem a repassar recursos às empresas à medida que a obra avança. Foram atendidas 162,19 mil unidades.
Para a compra de residência ou imóveis comerciais, tanto novos quanto usados, o montante liberado pelas instituições financeiras atingiu R$ 13,83 bilhões, para 137,55 mil unidades.
Nem mesmo a crise reduziu de forma abrupta os financiamentos. Em dezembro, os bancos concederam R$ 2,547 bilhões em recursos, em linha com a média mensal registrada ao longo do ano (R$ 2,504 bilhões).
Mas uma desaceleração já é sentida pelas instituições. Prova disso é que em agosto, último mês antes do agravamento da crise financeira, as concessões haviam atingido R$ 3,481 bilhões, para depois recuar, chegando a R$ 2,310 bilhões, em novembro.
Por conta da crise, Luiz Antonio França, presidente da Abecip, prefere não fazer previsões quanto ao desempenho em 2009, mas acredita que o grande número de empreendimentos com previsão de entrega para 2009 e 2010 deve garantir bons números para o setor.
\"Dados mostram que aumentou o percentual de compra de imóvel usando crédito. As pessoas começaram a entender que podem comprar com financiamento\", afirmou o executivo, citando dados do Creci, de São Paulo, que apontam que o percentual de aquisição de imóveis usando crédito bancário subiu de 30%, no começo de 2008, para 39,5% em outubro do ano passado.
Já o crédito para incorporadoras, na visão de França, dependerá do ritmo da economia. \"As empresas estão fazendo lançamentos onde têm certeza que terão um bom índice de vendas. As construtoras estão adotando uma postura adequada\". O presidente da Abecip também revelou que o mês de janeiro, apesar de sazonalmente sempre ser mais fraco, apresentou um bom desempenho nas concessões. \"Apesar de ser mais fraco, foi um ano bom.\"
Nesse cenário, os grandes bancos já revelaram que esperam ao menos manter o mesmo volume de 2008. O Grupo Santander Brasil - dos bancos Santander e Real - espera pelo menos repetir os R$ 7 bilhões concedidos no ano passado. Já o Bradesco espera fazer outros R$ 5 bilhões em 2009, um pouco abaixo dos R$ 6 bilhões realizados no ano passado.
Ainda de acordo com França, a inadimplência está ao redor de 1,2%, para empréstimos com alienação fiduciária, e perto de 3% para os demais contratos. \"Os empréstimos têm, no mínimo, uma entrada de 20%, o que dá uma segurança maior.\"
Publicado por: Valor
O Brasil está em vias de se tornar o quinto país com mais certificações Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), selo verde mais disputado no mercado da construção civil hoje no mundo. Hoje, o país tem quase cem edifícios pré-certificados ou em processo de certificação. Entre eles, os conglomerados comerciais Eldorado Business Tower, da Gafisa, em São Paulo, e o Ventura Corporate Towers, da Tishman Speyer Properties, no Rio.
A incorporação de valores ecoeficientes pela construção civil é uma das grandes urgências planetárias. Fala-se aqui de um setor responsável pelo consumo de até 40% de energia do planeta, pela geração de 40% de todos os resíduos sólidos despejados no ambiente e pela emissão de 40% do carbono na atmosfera -segundo dados dos últimos relatórios do Painel Intergovernamental para Mudança Climática (IPCC).
Ante esse grande débito público, grandes representantes do setor são obrigados a se posicionar. A Holcim, por exemplo, uma das maiores indústrias cimenteiras do mundo, patrocina um prêmio de arquitetura responsável, o Holcim Awards, que até hoje distribuiu mais de US$ 2 milhões para projetos considerados inovadores e sustentáveis.
Com o estreitamento das metas climáticas, a cada ano surgem mais ações do tipo, que estimulam o desenvolvimento de tecnologias construtivas e também fazem crescer o espaço do marketing verde.
Nenhuma empresa quer ter o nome ligado a vilões ambientais. E os selos dão credibilidade a esse trabalho. O Leed, do Green Building Council (EUA), e o Aqua, do francês Centre Scientifique et Technique du Bâtiment (CSTB), organizado aqui pela Fundação Vanzolini, são as únicas opções no Brasil de certificação sustentável na construção civil.
As duas propostas apresentam critérios e metodologias um pouco diferentes. Mas tanto o Aqua, que tem de fato uma versão brasileira, como o Leed, que neste ano deve ganhar uma versão adaptada, atendem fundamentalmente aos critérios internacionais de sustentabilidade. O ponto é: até onde esses critérios podem ser plenamente adaptados a uma realidade tão diversa entre países?
O conceito de sustentabilidade é um tripé. É sustentável o projeto considerado ambientalmente correto, economicamente viável e socialmente responsável. A descrição dos pontos que levaram os edifícios da Gafisa e da Tishman Speyer Properties à pré-certificação propõe uma inteligente combinação de estratégias de economia de energia, reuso de água e gerenciamento de entulho, que inclui implantação de sistemas de reciclagem durante a obra.
Também se fala do compromisso na opção por materiais regionais para evitar o uso de transportes poluidores.
Não existe nada que mencione uma proposta na redução do número de ônibus que os trabalhadores dessas obras (seja no erguimento ou depois, na manutenção) precisarão tomar para chegar ao trabalho. Nem a quantidade de horas do dia de trabalho que serão garantidas para que ele se dedique ao lazer, à família, ao descanso.
Empresas abertas
Até a abertura de capital das principais construtoras do país na Bolsa de São Paulo, a informalidade era a principal forma de \"contratação\" de pessoal para edificações. Depois da criação do Simples, a subcontratação passou a ser a relação mais comum entre construtoras e seus trabalhadores.
Hoje, cerca de 10% dos operários no país são analfabetos, e quase 40% não têm mais que quatro anos de ensino formal. Nos dois empreendimentos pré-certificados, a falta de mão-de-obra especializada foi driblada com a criação de cursos rápidos semanais ou diários.
Marcos Casado, gerente técnico do Green Building Council Brasil, emissor do Leed, admite que hoje a responsabilidade social não está entre os itens necessários para a certificação. \"Mas sabemos que isso é uma necessidade no Brasil e, a partir de março deste ano, as obras serão pontuadas se tiverem operários a partir do cargo de mestre de obra com diploma de cursos técnicos do Senai.\"
O trabalho no Brasil tem uma realidade historicamente difícil, que carece de políticas públicas. Mas havia bem pouco tempo não era possível erguer um edifício de escritórios sem causar um estrago ambiental estrondoso e hoje se fazem prédios capazes de gerar energia própria e devolver ao ambiente em ganho. O que era impensável se tornou possível diante de uma exigência de mercado.
Publicado por: Folha de São Paulo em: 27/01/2009
Você pode até não perceber, mas, às vezes, sob seus pés, está uma obra de arte. Tapeçaria exclusiva, relíquia ou mero acessório de decoração, os tapetes são poderosos alaidos na hora de se climatizar um ambiente, delimitar espaços e buscar conforto e beleza para a cas. São muitos os modelosdisponíveis no mercado, que variam conforme o estilo e função desejada. Para a arquiteta Carolina Nóbrega, tanata variedade, porém pode dificultar o processo de escolha. É preciso levar em consideração uma série de fatores.
O preimeiro passo é delimitar o espaço a ser preenchido pela peça. Em salas de estar, o tapete deve ter dimensões menores do que a área composta pelos móveis, alacançando, no máximo, a metade da largura do sofá e das poltronas, ou parando rente a eles.
- Englobar todos os móveis da sala sobre o tapete não fica legal – avisa a rquiteta.
Já na sala de jantar ocorre o opsto. O tapete deve preencher toda a área da mesa e cadeiras, inclusive quando há alguém sentado nelas, para evitar que fiquem bamabs.
Já nos quesitos cor e estampa, para o arquiteto Gustavo Assunção a escolha é ainda mais complicada. As estampas de cores fortes, por exemplo, funcionam em ambientes espaçosos e de tons predomenantemente neutros, pois cores muito vibrantes ou fechadas dão a sensação de que o local é menor do que realmente é. Nas casas com móveis escuros ou paredes coloridas, os tapetes claros são ideias.
- Para acertar na composição, é bom fazer um composé entre o tom do tapete com alguma cor que já existe no local, como a de uma almofada, de um quadro, de um efeite ou mesmo do sofá – explica Carolina.
Os materiais também variam conforme a local e o estilo da casa. As fibras sintéticas são as mais usadas no momento. Costumam ser antialérgicas e laváveis. Mas o clássico de lã, sedo ou algodão nunca saem de moda.
- Na sala de estar, os tapetes de pelo curto conferem mais requinte. Os mais macios e de pelos altos são ideais para os quartos – recomenda Gustavo.
Zero Hora
Medidas referentes à casa própria fazem parte do pacote de mediadas que o governo estuda para aliviar os efeitos da crise financaira na economia brasileira. Segundo a presidente da Caixa Economica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, o valor do imóvel a ser fainanciado com recursos do Fundo de Garantia Do Tempo de Serviço (FGTS) na compra vai subri e poderá chegar a R$ 500 mil .
- O valor ainda não está definido – acrescentou .
O mesmo aumento, ainda a ser decidido, valerá como limite para a quisição do imóvel como financiamento habitacional pelos recursos da cadereneta de poupança.
Maria Fernanda informou também que a Caixa estuda permitir que os mutuários com dificuldades para pagar prestações do financiamento habiatacional tenham um período de seis meses em que possam ficar sem realizar o pagamento. O mecanismo para isso seria um seguro de operação ou um findo com este objetivo.
Com a criação deste mecanismo, quem não precisar utilizá-lo ganhará algum tipo de compensação, como um abatimento no valor do saldo devedor. Ela afrimou ainda que, este ano, o Feirão de Imóveis com financiamento da Caixa ocorrerá em um mesmo final de semana de maio em todo o Brasil.
Maria Fernanda anunciou, ainda, que a Caixa Econômica Federal espera amnter este ano o ritmo de crescimento em torno de 30 % do volume de crédito para empresas, de todos os portes, que teve em 2008. No ano passado, do total aproximado de de R$ 80 bilhóes em crédito concedido pelo banco, cerca de R$ 36 bilhões foram destinados às empresas.
- Petendemos em 2009 repetir o crescimento que tivemos em 2008 com expansão do crédito de 30%. Temos recursos para micro, médias e grandes empresas. Estamos fazendo várias operações e isso tem sido importante – afirmou.
Zero hora
O mercado imobiliário espera um impulso na demanda por imóveis na faixa de R$ 350 mil a cerca de R$ 500 mil se o governo lançar medidas de aumento do limite máximo do valor de financiamento com recursos do FGTS. A presidente da CEF, Maria Fernanda Ramos Coelho, informou que o limite passará a R$ 500 mil, ao invés dos R$ 350 mil atuais. A mudança aumentará a venda de imóveis em construção e lançamentos, atualmente em retração. As contrutoras, incorporadores e corretores de imóveis estão na expectativa.
Zero Hora
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