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A sedução da renda imobiliária

12/05/2009

Com a Selic caminhando para um dígito, cresce a demanda por classes alternativas de investimento que agreguem valor em relação ao juro - que sempre foi um forte concorrente -, sem abrir mão da preservação do capital. Nesse contexto, as carteiras imobiliárias, que distribuem retornos mensais relativos a receitas de locação surgem como opção atrativa dado o risco relativamente baixo da aplicação.

Quem aplicou parte do patrimônio em fundos imobiliários durante o ápice da crise financeira conseguiu minimizar o risco de sua carteira de investimentos, por conta da baixa volatilidade da aplicação. \"Trata-se de um investimento seguro para a pessoa física, que em geral paga retornos acima do CDI (líquido de imposto), apesar de ser renda variável\", ressalta o advogado Carlos Eduardo Ferrari, do escritório Lobo & de Rizzo Advogados, que presta assessoria para fundos como o Europar, do banco Banif.

Segundo Ferrari, o rendimento médio distribuído aos cotistas de fundos imobiliários negociados em bolsa é de 10% ao ano sobre o valor de mercado das cotas - essa taxa é líquida para a pessoa física, que tem isenção de IR. Levantamento da Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG) com carteiras listadas em bolsa selecionadas por critérios de liquidez e perfil voltado para a pessoa física comprova que, nos últimos 12 meses até março, a média de retorno beirou os 10% no período sobre o valor da cota de um ano atrás. Além disso, há sempre a possibilidade de o imóvel se valorizar.

A CSHG prepara para os próximos dias o lançamento da terceira emissão de cotas do fundo imobiliário CSHG Brasil Shopping. A operação, que tem como principal alvo o investidor pessoa física - que desfruta de isenção de imposto de renda sobre rendimentos distribuídos desde que não tenha mais de 10% do total do fundo -, sai com aplicação mínima de 100 cotas, com valor unitário de R$ 1.313,40.

Diante da escassez de ofertas, a expectativa é de que a emissão, que totaliza 100 mil cotas, seja integralmente colocada, levantando mais de R$ 130 milhões. \"Estamos em um momento ímpar para fundos imobiliários\", acredita o sócio da CSHG responsável pela área imobiliária, Alexandre Machado.

Nesses fundos, não há risco de construção, porque os imóveis já estão prontos, e o risco comercial é baixo, já que os empreendimentos já têm locatários, lembra Machado. O executivo destaca ainda o fato de o fundo imobiliário ter como lastro ativos reais, que funcionam como proteção contra a inflação - os contratos de locação são reajustados por índices de preços. E não há alavancagem, já que não podem tomar empréstimos para impulsionar o retorno.

O CSHG Brasil Shopping, desde o lançamento, em novembro de 2006, até 31 de março, teve valorização de 35% na cota, que passou de R$ 1.000 para R$ 1.350. Em rendimentos, foram distribuídos R$ 245 por cota. Levando em conta que o ganho de capital é tributado em 20% e os rendimentos, isentos, a taxa interna de retorno (líquida) do fundo para o cotista pessoa física foi de 59,47%. Uma aplicação atrelada ao CDI, líquida de IR de 15% (hoje a menor alíquota na renda fixa), variou 26,43% no período.

Mesmo nos últimos 12 meses, marcados pela grave crise financeira, o rendimento pago mensalmente aos cotistas foi de 12,68% sobre o valor inicial da cota, de R$ 1.000, ante 10,21% do CDI líquido. Considerando o valor de mercado da cota em março de 2008 (R$ 1.200), os investidores receberam 10,53% em 12 meses. \"O fundo acumula um histórico bastante positivo, apesar da crise\", ressalta Machado, da CSHG.

Se o juro continuar caindo, conforme se prevê, a capacidade do fundo imobiliário de atrair investidores aumenta ainda mais, afirma Rodrigo Machado, diretor da Brazilian Mortgages, que estruturou e administra fundos como o Hospital Nossa Senhora de Lourdes e o Shopping West Plaza. \"A atividade imobiliária no Brasil tem baixa volatilidade\", destaca.

No auge da crise, lembra Machado, a bolsa despencou, mas o rendimento proporcionado por imóveis oscilou pouco, passando da faixa habitual de 10% para 14% sobre o valor patrimonial (não da cota no mercado), para depois se estabilizar em 11%, 12%. Se o valor do imóvel aumenta, essa taxa, conhecida como \"cap rate\", cai. Se os preços diminuem, o rendimento sobre o valor do imóvel sobe.

A reduzida oscilação do retorno com imóveis no país, segundo o diretor da Brazilian Mortgages, é explicada pelo baixo endividamento do proprietário. No Brasil, segundo o diretor, se o preço de um empreendimento cai, o dono prefere não vender o imóvel, o que acaba estabelecendo um piso para o valor do bem. Já nos EUA, em que o proprietário de imóveis é extremamente endividado, no caso de depreciação do bem, ele acaba optando por vendê-lo antes que o pagamento da dívida se torne inviável.

Outro efeito a ser provocado pela continuidade da queda de juros, na avaliação de Alexandre Machado, da CSHG, é a valorização das cotas das carteiras listadas em bolsa. No fundo imobiliário mais tradicional, o fator renda mensal pesa bastante para o investidor, lembra o executivo. Se a taxa de juros, que é a referência para o investidor, cai, ele aceita pagar um preço maior pela cota no mercado secundário para garantir um rendimento mensal próximo de 10%. Esse aumento da demanda acaba sancionando a valorização da cota.

Um exemplo típico é do fundo Shopping Pátio Higienópolis. A procura é tão grande no mercado secundário que a cota, desde a emissão, em dezembro de 1999, acumula valorização nominal de 18,21% ao ano, passando de R$ 100 a R$ 270, segundo cotação do fechamento de março deste ano. Com isso, quem entrou em março do ano passado, obteve em 12 meses um rendimento menor do que a média, de 7,20%.

O CSHG Brasil Shopping começou a operar em novembro de 2006 com a distribuição de R$ 45 milhões em cotas, a R$ 1.000. No início de 2007, mais uma tranche de R$ 15 milhões foi colocada no mercado, com o mesmo preço unitário, elevando o patrimônio para R$ 65 milhões. Hoje, o valor de mercado do fundo, com participações de 30% no Shopping Plaza Sul, na capital paulista, e de 29% no Tivoli, em Santa Bárbara d\"Oeste, gira em torno de R$ 80 milhões.

Na nova oferta, os cerca de 300 cotistas do fundo terão direito de preferência, segundo Machado. O prazo para a subscrição e integralização das cotas será de cinco dias úteis contados da data de concessão do registro na CVM - a operação segue em análise.

Com os recursos da nova emissão, o fundo pretende adquirir participação em novos empreendimentos. \"Buscamos uma diversificação regional, estamos olhando ativos em todos os estados\", diz. Em 7 de março, o fundo arrematou em leilão público uma fatia de aproximadamente 5% no no Shopping Penha, na zona Leste de São Paulo, pelo valor R$ 4,8 milhões. Para Machado, a grande vantagem do CSHG Brasil Shopping é a possibilidade de diversificação dos ativos em que investe, além do risco pulverizado de um shopping, que tem entre 200 e 300 lojistas como inquilinos.

O sócio da CSHG diz que a crise teve impacto limitado sobre os shoppings em operação. Alguma queda na receita foi verificada, especialmente entre as lojas-âncora, mas os segmentos de lazer e serviços acabaram compensando.

Publicado por: Valor Econômico

Decoração: Pinturas exigem atenção.

08/05/2009

Quem pretende imprimir um toque pessoal ou economizar pintando a própria casa ou loja deve tomar alguns cuidados para que o barato não saia caro. Profissionais de empresas produtoras de tintas alertam para que os clones de pintor preparem adequadamente a superfície que irá receber a cobertura de tinta e escolher o produto correto para a área residencial ou comercial.

O mercado de tintas oferece diversos produtos para locais e materiais específicos - de todos os preços e cores. Para cada área da residência é necessário escolher o produto adequado, conforme o acabamento que o proprietário deseja. Um exemplo são as tintas próprias para banheiro, que contém antifungos.

Uma das recomendações feitas pelos profissionais é o cálculo da área a ser pintada para evitar desperdício. O proprietário pode medir o local, multiplicar pelo número de demãos que irão ser aplicadas e verificar o rendimento que é especificado no produto. “Se a sala tem quatro metros por três metros de tamanho, é só multiplicar os valores para atingir a metragem. Se for necessário mais de uma demão de tinta, multiplique por quantas vezes você irá pintar a área e terá os metros que irá pintar. O rendimento está nas embalagens. É só comparar”, explica Eder Pereira da Silva, coordenador da assistência técnica da Suvinil.

Para aplicar a tinta corretamente, a parede deve ser preparada para receber a cobertura de forma uniforme, sem irregularidade, como bolhas e manchas. Se a tinta está descascando, essa camada deve ser removida com uma espátula ou até mesmo com máquina de jato d’água. Depois de retirada, a cobertura deve ser lixada para que as imperfeições sejam removidas. “O lixamento serve também para ampliar a porosidade da superfície, aumentando a aderência do produto”, orienta Gerson Rúbio Martins, supervisor do atendimento ao cliente e técnico em tintas da Coral.

Para receber a cobertura de tinta, a superfície precisa estar seca e limpa, sem poeira, qualquer tipo de gordura e bolor. Para eliminar o pó do local, basta uma vassoura e um pano seco. A gordura pode ser retirada com água e sabão. Já para combater e evitar o aparecimento de bolor a dica é recorrer a uma solução de cloro ou água sanitária.

Secagem - Antes de aplicar o produto, é necessário fazer a diluição com água ou solvente. Os profissionais recomendam que as instruções das embalagens sejam seguido à risca para não estragar o produto. Os materiais usados para a aplicação da tinta também estão relacionados no rótulo.

Outra regra que deve ser seguida é o tempo de secagem entre uma demão e outra de tinta. “O intervalo deve ser respeitado para que a superfície esteja seca para uma nova aplicação. Dependendo do clima e da umidade, normalmente leva quatro a seis horas para secar o local. Deixar o ambiente arejado também ajuda”, afirma Gerson Martins, da Coral.

No caso de madeiras e metais, os produtos devem ser apropriados para otimizar a aplicação, que contribui para a conservação desses materiais. As lojas do ramo vendem tanto a tinta, que pode ser aplicada direto na ferrugem, quanto o fundo, mais conhecido como zarcão, e o acabamento separados.

Além de comprar os produtos adequados, os consumidores devem fazer um levantamento de preços, em razão das oscilações. “Há diferenças de preço, promoções e, algumas vezes, vale a pena fazer a compra em vários estabelecimentos”, diz Eder Silva, da Suvinil.

Um recurso recomendado pelos profissionais é a consulta aos atendimentos ao consumidor e aos sites das empresas. Nas páginas da internet é possível simular combinação de cores e fazer o cálculo do volume de tinta que irá gastar, além de obter informações sobre aplicação e efeitos.

A cabeleireira Maria Alice Santana Gois, de Santo André, resolveu pintar o próprio salão de beleza com o marido e o filho. “Queria fazer uma coisa diferente, já que tive muitos problemas com pintores e pedreiros antes. Por isso resolvi fazer eu mesma”, explica.

Maria Alice conta que escolheu fazer uma texturização na parede do ambiente e comprou o produto que queria. Para aplicá-lo, a cabeleireira pediu informações na loja de tintas, além de seguir as orientações na embalagem do produto. “Tem de usar a criatividade. Pode arriscar, não é difícil. Além disso, é uma satisfação ver o resultado pronto. É mais econômico fazer você mesmo porque sabe-se o preço que pagou no material e não vai desperdiçar.


fonte: tudoimovel

Crédito imobiliário atinge R$ 1,7 bi.

17/04/2009

O volume de financiamento imobiliário concedido pelos bancos somou R$ 1,742 bilhão em fevereiro. O montante é 7,9% inferior aos R$ 1,892 bilhão liberado em janeiro e 11% menor do que o total do mesmo mês do ano passado (R$ 1,957 bilhão).

O número de unidades financiadas somou 16,6 mil, a retração de 12,08% no ano. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e levam em conta as concessões com recursos da caderneta no âmbito do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

Apesar da redução, cujo maior impacto se deu nas liberações para incorporadoras, as concessões imobiliárias apresentam um dos melhores comportamentos entre as modalidades de crédito. Considerando-se o acumulado dos últimos doze meses, o número de unidades financiadas foi de 299,7 mil, em dezembro, de 300,2 mil, em janeiro e de 297,9 mil, em fevereiro, mostrando estabilidade nos patamares.

Ainda de acordo com a Abecip, nos dois primeiros meses do ano a captação de recursos via depósitos de poupança registrou estabilidade, com saques líquidos de R$ 898 milhões, em janeiro e depósitos líquidos de R$ 863 milhões, em fevereiro. O saldo da caderneta somava R$ 218 bilhões no fim de fevereiro.

No ano passado, o sistema de poupança e empréstimos registrou concessões de R$ 30,032 bilhões, para o financiamento de 299 mil unidades, segundo dados da Abecip.

Publicado por: Valor Econômico

Programa Minha Casa Minha Vida.

15/04/2009

Todo brasileiro em um determinado momento da sua vida sonha com sua casa própria, pensando nisso que o governo anunciou no fim do mês passado o programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida“, no qual prevê a construção de 1 milhão de casas para famílias que possuem renda de até 10 salários mínimos.

Os limites de valores do imóvel e da prestação vão variar de acordo com a faixa de renda e a região. O valor máximo do imóvel não poderá ultrapassar R$ 130 mil na faixa de renda até seis salários mínimos, o mesmo terá início dia 13 de abril de 2009.

É bom lembrar quê as famílias que forem financiar só podem comprometer apenas 10% da renda, o tempo para pagamento será no máximo de 10 anos.

O Público alvo do programa serão as seguitnes famílias:

Famílias com renda de até 3 salários mínimos: subsídio integral com isenção do seguro;

Famílias com renda entre 3 e 6 salários mínimos: aumento do subsídio parcial em financiamentos com redução dos custos do seguro e acesso ao Fundo Garantidos;

Famílias com renda de 6 a 10 salários mínimos: estímulo à compra com redução dos custos do seguro e aceso ao Fundo Garantidor;

Bom dia Brasil / Globo

Reforma já está mais barata

07/04/2009

Os materiais de construção - que tiveram a redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) por três meses autorizada na semana passada pelo governo federal - já estão mais baratos nas lojas. O desconto no preço final para o consumidor depende do benefício fiscal que cada produto recebeu mas, segundo os varejistas, pode variar de 5% a 10%.

- Numa obra de custo total de R$60 mil, por exemplo, o desconto para o consumidor vai ser de R$1.800 - previu o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Melvyn Fox

Publicado por: Extra em: 06/04/2009

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